Carla Marçal Grilo

Asclépio

Carla Marçal Grilo

Com ou sem canela

O risco de uma segunda vaga de Covid-19 é extremamente elevado, em que o número de pessoas suscetíveis de contágio permanece alto e de imunizado baixo.

Segundo as autoridades de saúde, “Um indivíduo infetado é transmissor do vírus desde 2 dias antes do início de sintomas, sendo a carga viral elevada na fase precoce da doença”.

As gotículas respiratórias do vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) são grandes e não permanecem no ar por muito tempo, caindo em superfícies próximas. Qualquer pessoa pode ser infetada se as gotículas caírem sobre a boca, o nariz e os olhos ou tocar numa superfície com essas gotículas e depois tocar no rosto.  

A maior parte dos contágios faz-se em primeiro lugar em contexto laboral, sendo alastrado posteriormente ao seio familiar. É aconselhável prudência no desconfinamento, desde o distanciamento social, as medidas de higiene, etiqueta respiratória e o uso de máscara facial, principalmente em espaços fechados.

Com a propagação do Covid-19 a nível mundial, o uso de máscara cirúrgica, respiradores ou comunitária tornou-se quase omnipresente e obrigatória em transportes públicos, no comércio, em escolas e noutros espaços fechados. O seu uso serve de barreira quando uma pessoa espirra ou tosse, ajudando a reduzir a propagação de gotículas da boca e do nariz do utilizador e a minimizar os riscos de contágio comunitário de uma possível infeção por SARS-CoV-2 ou outro tipo de coronavírus. Para uma proteção facial eficaz, o uso correto deve cobrir desde o nariz até ao queixo e ajustar-se bem ao rosto. Deve permitir respirar sem restrições.

Em Portugal, a DGS tem seguido as orientações da OMS e do ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control) no âmbito da pandemia de Covid-19. De acordo com as orientações e normas publicadas, é recomendável o uso de máscara cirúrgica a profissionais de saúde, a pessoas com sintomas respiratórios ou mais vulneráveis (idosos, doentes com doenças crónicas ou com o sistema imunitário comprometido, pessoas que entrem e circulem em unidades de saúde, bem como elementos de alguns grupos profissionais (bombeiros, agentes funerários, entre outros).

Apesar de não estar provada a eficácia da utilização generalizada de máscaras comunitárias na prevenção da infeção por SARS-CoV-2 é recomendável o uso de máscaras por todas as pessoas como medida para reduzir a propagação do vírus e de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.

Proteja-se, por si e por todos. A decisão é sua, é de todos.

E saboreie a vida, como se saboreia um pastel de nata, com ou sem canela. .